PISCINAS VAZIAS
Piscinas
vazias
Sozinhas me assustam,
Embalam-me
no susto
De quase
cair
A um meio
mais novo,
Livre de
águas, de cloro,
De medo, de
falta de ar,
Do sopro sufocante
Do vento a
calhar,
Quando da
água me saio
E volto a
pular.
Piscinas
vazias,
Que ousadia
eu pensar
Que pudessem
guardar
Um resquício
de água
De sopra
para mim.
E, elas
vazias acumulam lembranças
Dessas e
outras andanças
Daqueles que
sabem
Ou nunca
souberam nadar.
Piscinas
vazias guardam resquícios,
Acumulam
perigos
De um vazio
a enganar.
Evito-as
assim que aproximo
Meu trajeto
dos delas.
Que eu não
caia,
Desequilibre
ou distraia
Quando
descuidada,
Por elas
passar.
E a elas,
assombrada,
De um jeito
ou de outro,
Preciso
evitar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário