JANELA
Olhava a janela de onde estava
As gotas caiam e tudo inundava
Meu coração partido só esperava,
Pela volta daquele que amava.
Na superfície embaçada, só as gotas pairavam
As gotas de um mundo não solitário
Onde o vento é mais puro,
E onde deslumbramo-nos sobre o nosso futuro.
Meu mundo inverso se espalha
À sua insana loucura amena.
O sol que brilha sobre nossas cabeças,
Não é o mesmo que ofusca quando estou sem ti.
Cansei de procurar razões para explicar o que tenho sentido
E o que passei a sentir.
Sob o brilho do luar,
Sinto-me liberta de todos os temores
E, enquanto abrace-me na relva
Desabafamos sobre nossos amores.
Meus deslumbres insanos,
Seus medos oriundos,
Somos loucos apaixonados
Que tememos nosso próprio mundo.
Nathalia Bueno
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