As tempestades
As tempestades, o derramar de lágrimas de um tempo enfurecido
Livres despertam medos e ansiedades
Tal como nuvens, revelam um bocado de criatividade do destino
E isoladas, despertam mistério e curiosidades.
Pelo mundo, vagam zonzas
E um presente lhes é aderido
O resplandecer do sol iluminado, que no mar desagrega em ondas
E em seu interior trazem o peso de um tempo esquecido.
Tempestades, moribundas almas depressivas
Que tocam sua trompa
Trazendo a clareza a nossa cega visão
Da plenitude da vida.
Tempestades, acabam com tudo que acreditamos
E trazem novas possibilidades à vida
Curto espaço de tempo em que aprendemos a ser nós mesmos
E a acreditar que tempestades existem
Elas lavram lembranças, mas dos destroços surgem novas esperanças.
Nathalia Buneo
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