"It's getting harder to believe in anything than just to get lost in all my selfish thoughts"

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


                                     Armadilhas do inconsciente

   Dizem que somos nós os reais culpados pelas desolações em nossas próprias mentes. Sofremos de um mal que causamos lenta e sofrivelmente a nós mesmos de forma de que em longo prazo, acabamos perdidos em nossas próprias preocupações e angústias das quais em sua grande maioria não têm sequer uma razão sólida de existência.
   Falta-nos coragem de encarar os problemas impostos em nossa frente, de derrubá-los e vivermos despreocupados um triunfo conquistado arduamente, propiciador de um orgulho benéfico que nos abriria portas a uma mais vasta socialização em prol de nossas mentes. Um mundo ironicamente distanciado de nossa realidade se ergue, pessoas de nosso convívio tampouco nos conhecem, e simplesmente não se importam mais com isso.
   Inocentes, portanto, que por um simples deslize do destino se resumem ao pior de si mesmos, elevando-se ao vazio de si próprios, como se tudo aquilo por que passaram e lutaram ao longo de suas vidas por um momento se esvaísse por completo de sua existência, como se nada mais valesse a pena. Talvez se sintam culpadas pelo que possuem num mundo onde tantos outros nem sequer podem ousar do luxo de possuir o que quer que seja. Não creio, porém, que a culpa seja o maior de seus males. Este é a solidão. Solidão essa que leva à depressão, mal que se alastra como a mais comum das doenças. Doenças da mente. Justificam-se. Desafortunados, pois eu digo.
   Em um mundo desigual onde a maioria assiste em casa à desgraça a que o mundo infelizmente se converte, nobre não é somente aquele que abre mão de tudo o que tem para sair ao mundo em busca de paz, mas aquele que ao longo de seus dias busca acima de tudo fazer a diferença que tanto quer ver no mundo. Pois que esses que não mais vêm razão em seu viver, ajudem a proporcionar esperança a vidas que por circunstâncias externas foram expostas a um tipo de realidade a que não os devia pertencer.   


Nathalia Bueno

Um comentário:

  1. Bravo Nathalia. Um texto reflexivo, contundente e que deixa inúmeras perguntas no ar. Parabéns, talento tens de sobra! Bjs,

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