Os olhos
Meus pensamentos me ameaçam.
Minha segurança se fascina
Com a insegurança dos mundos
Que por meus olhos se escapam.
O poder dos olhos que o mundo fisga...
Basta um piscar, para que
Transporte e torne
O real em somente faísca.
A natureza mágica do olhar
Guarda tão lindos olhos aparentes.
Tais olhos que são fisgados, igualmente pelo mundo,
E do mundo fazem seu estranho imaginário
Sob um contexto meramente envolvente.
Nada mais me põe medo
Senão aquilo que não pode ser transformado
Ou simplesmente ter seu retórico valor banalizado.
E, é nos confins do que é possivelmente visto,
Que é trazida a mensagem de meu agrado.
E lá, estarei eu, a ter meu medo experimentado.
E sob o reflexo ocular de um alguém qualquer,
Viajo tão longe que as tortas linhas do infinito
Não penetram mais nos rabiscos incertos
De certeza alguma do destino.
Nathalia Bueno.
Tens um bom gosto musical, possui perfil no lastfm?
ResponderExcluirTu escreve bem, faz o leitor (no caso eu) pensar, refletir, sobre o que foi lido, sobre o que tu escreveu.
É bom aqui, música e poesia, uma junção que agrada muito a mim.