Sob a luz do luar
E a luz, aquela dos namorados
Assiste-nos, enquanto
Assistimos àqueles que
Sem ela sobrevivem.
A luz, tal brilhante luz,
A qual nos contemplou,
Ofuscou a maldade do mundo
Quando sobre a tristeza,
Ajoelhamos-nos.
E superamos,
Muito embora a luz em nosso caminho
Seja a mesma de quando
Sem rumo, nos desesperamos.
E, sob a luz do luar juramos
Que algo novo se iniciaria, e assim,
Daquela solidão medíocre
A qual vivíamos, nada restaria.
E, pelo fim, recordamos do começo.
De como tudo se encaixava e, como
Do nada, viramos do avesso.
Mas olhe só,
A felicidade estava a ser construída.
E para tanto,
Iniciou-se nova vida.
Quando o sol não mais surgia
Nos limites de nossa visão,
E aquilo que acreditávamos
Resumia-se àquilo captado pela percepção,
Soube-se que não havia mais nada, nada mais viria
A ser de fato, sentido pelo coração.
Nathalia Bueno.
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